A relação entre uso intensivo de telas e saúde mental na adolescência é uma das discussões mais relevantes da educação contemporânea. Ansiedade, depressão, distúrbios de sono, dependência tecnológica e isolamento social aparecem com frequência associados ao uso excessivo de dispositivos digitais.
Não se trata de demonizar a tecnologia. Trata-se de ajudar adolescentes a construir uma relação mais consciente com as telas — o que envolve autoconhecimento, gestão de tempo, leitura crítica das emoções geradas pelas redes e capacidade de desconectar.
Na escola, o tema pode ser trabalhado de forma integrada ao currículo de educação digital. No 7º ano do Alunos Digitais, por exemplo, saúde mental é abordada junto com dependência da internet, redes sociais e stalking — temas que fazem parte da realidade dos estudantes.
Para famílias, a orientação é equilibrar presença e autonomia: acompanhar sem vigiar, dialogar sem proibir e construir regras que façam sentido para a realidade de cada contexto familiar.